Olá, amores!
Agredecemos quem participou da nossa promoção na #SemanaJaneAusten, fico muito feliz que tenham gostado e que tantos de vocês tenham participado!
Abaixo vai o "formulário" do Rafflecopter, para não haver dúvidas de quem foi nossa vencedora!
Um e-mail já foi enviado para a Jennifer, e como só estou divulgando o resultado hoje, esperaremos até amanhã a resposta com seu endereço completo.
E para encerrar a já encerrada #SemanaJaneAusten a gente não poderia deixar de fazer um "Quem é o Autor?" com a Jane, não é mesmo? Há um tempo atrás eu recebi um exemplar da revista Literatura, que faz parte do projeto "Conhecimento Prático" e nela veio uma matéria de capa da Jane Austen. Pela qualidade e pelas informações especiais contidas nessa matéria, eu resolvi transcrever pra vocês. Então, nada do que vocês vão ler é de minha autoria, ok?
A vida na Inglaterra das pequenas cidades e vilarejos no final do século XVIII e início do século XIX era pacata, apesar dos conflitos nas colônias da América do Norte e, mais adiante, como a França de Napoleão. Os transportes era caros, e as famílias, mesmo as mais abastadas, não viajavam muito.
Quase todas as necessidades era supridas localmente, o que não as impedia de se divertir e ter acesso à cultura. Os lazer era proporcionado por festas promovidas pela vizinhança, como bailes ou saraus informais, com música, jogos, leituras e ás vezes teatro.
Foi nesse cenário que, em 16 de dezembro de 1775, nasceu Jane Austen, em Steventon, no condado de Hampshire, filha do pastor anglicano George Austen e de Cassandra Leigh.
A família Austen pertencia ao que se chama de gentry, ou pequena nobreza rural, que na sua maioria não possuía terra, mas era respeitada pelos grandes nobres por também ser descendente de antigas famílias que sempre tomaram parte na vida pública do país.
No finalzinho da #SemanaJaneAusten, fizemos uma surpresinha para vocês! Estamos sorteando um exemplar do livro Orgulho e Preconceito, edição da Editora Saraiva de Bolso. E, como tínhamos prometido, quem comentou nos posts com o selo da #SemanaJaneAusten antes da promoção ir ao ar vai ter ainda mais chances de ser sorteado!
Vocês terão mais de 30 dias para participarem e divulgarem a promoção e nos ajudar a incentivar a literatura clássica entre a blogosfera.
Regras básicas:
É preciso ser seguidor do blog no Google Friend Connect
É preciso ter endereço de entrega no Brasil
O sorteio é válido até o dia 14/04
O vencedor tem 48hrs para responder ao e-mail enviado por nós com seu endereço completo.
O Books Journal tem até 20 dias para enviar o prêmio, contando a partir do momento em que confirmarmos o recebimento do e-mail com o endereço.
Passei anos e anos sem assistir esse filme simplesmente porque ainda não tinha lido a obra da autora! Várias pessoas (até aquelas que não leram o livro) me diziam como era lindo e como assistir era quase obrigatório, mas eu fui forte! Resisti até que tive a oportunidade de ler o livro. E, certamente, não me arrependo de ter esperado.
Existe aquele tipo de adaptação que só serve pra quem leu o livro, do contrário é apenas um filme monótono e pouco apaixonante (dou exemplo A Mulher do Viajante no Tempo, que é uma história maravilhosa, mas, para quem não leu o livro, nem tanto). Orgulho e Preconceito, entretanto, não se encaixa nesse perfil. Cenário belíssimo, atuações impecáveis, que foram bastante fieis ao livro, e o amor que foi crescendo aos poucos, sutilmente, assim como foi descrito no livro. Jane Austen ficaria orgulhosa!
Se tratando de um livro tão longo, nada mais natural do que se haver alguns cortes de cenas e personagens. A família Bennet tinha tantos amigos e parentes que em certos momentos eu ficava perdida no livro, imagine grandes quantidades de pessoas entrando e saindo das cenas? Acho que não daria muito certo. Com isso, os personagens menos importantes, assim como também as cenas mais rotineiras e desnecessárias, tiveram que ser deixados de lado, para que o foco ficasse nos principais e nos acontecimentos mais decisivos.
Se eu dissesse que algumas cenas do filme tivesse ficado exatamente como eu imaginei, estaria mentindo. A não ser que tenham inventado a transmissão de pensamento, eles não teriam como terem a mesma imaginação que eu. Porém, mesmo que diferente do que eu tinha imaginado, os cenários, a cidade onde os Bennet moravam, a casa de Sr. Darcy, os figurinos dos personagens, tudo foi de brilhar os olhos, e superou minhas expectativas.
Destaco o ator Matthew Macfadyen (Sr. Darcy) que soube exatamente interpretar o personagem. Não assisti a versão protagonizada por Colin Firth, então não tenho como julgar sua atuação no filme, se foi melhor ou não , mas posso afirmar que não poderiam ter escolhido um melhor autor. Eu não consigo pensar em algum outro que cairia no personagem como uma luva, assim como ele caiu. Ele e Keira Knightley tinham uma química incrível, e se olhavam exatamente do modo como Darcy e Elizabeth deveriam se olhar, e quando eu for reler o livro, poderei imaginar os dois atores sem frustrações.
Tenho uma pequena reclamação a fazer, entretanto. Jane Austen, em seu livro, dedica as páginas finais para relatar que fim teve cada um de seus personagens, e isso não se viu no filme. Assim que é mostrado o desfecho da história, os créditos aparecem nos deixando com aquela cara de “só?” e imaginando o que acontece depois. Seria preferível que eles tivessem diminuído algumas cenas do filme para dar esse finalzinho exatamente como no livro. Eu teria amado ver como ficaram as irmãs de Bennet e mais alguns personagens. Deixou a desejar nesse aspecto, infelizmente.
“My affections and wishes have not changed, but one word from you will silence me forever. If, however, your feelings have changed I would have to tell you, you have bewitched me, body and soul and I love, love, love you.”
– Mr. Darcy
Ficha Técnica
Título original: Pride & Prejudice
País de origem: Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
Jane Austen (1775-1817) é uma das mais celebradas representantes da literatura inglesa. Ao longo do tempo, sua obra permanece suscitando grande interesse nos meios acadêmicos, gerando estudos das suas várias dimensões, como, por exemplo, a estética e a histórica. Em 2008, a BBC divulgou uma pesquisa na qual o livro Orgulho e preconceito - um dos mais populares, no mundo inteiro, desta autora - foi votado como o preferido dos britânicos, e igual sucesso têm experimentado as inúmeras adaptações para o teatro, cinema e televisão, de toda a obra de Austen. Além de constituir um vívido retrato de época, com as convenções e costumes da sociedade rural inglesa do começo do século XIX, Persuasão - o último romance que Austen escreveu, publicado postumamente em 1818 - conta a bela e sedutora história de Anne Elliot e Frederick Wentworth, os quais, oito anos depois do rompimento de seu noivado, reencontram-se, todavia em circunstâncias bem diferentes daquelas do passado.
Último livro publicado da autora, Persuasão foi finalizado por Jane Austen em 1817, em um época que passava por problemas graves de sáude, que logo resultou no seu falecimento. A obra foi publicada logo após a sua morte, sendo assim, uma obra póstuma. Esse é um romance menos elaborado e mais curto, comparado as outras obras da autora. De acordo com o que li, esse livro é o primeiro em que a personagem principal não é lá tão jovem. Bom, se 27 anos não é tão jovem, imagino qual a idade das outras protagonistas dos livros da Austen.
Anne Elliot, nossa protagonista, é filha do baronete de Kellynch Hall, o tão ambicioso e orgulhoso Walter Elliot, que não me conquistou nem um pouco ao decorrer da trama. Já se passaram oito anos desde que Anne foi noiva do, agora, Capitão Frederick Wentworth, que antes era inteligente, mas pobre. O casamento dos dois foi impedido pela Lady Russel, uma amiga muito próxima da família, que de início, simpatizei bastante. Mas de acordo com ela, Wentworth não valia a pena para a graciosa Anne. Pobre, sem conexões familiares importantes e sem tradição, o capitão foi deixado de lado.
Nem de longe foi uma leitura fácil. Demorei bastante pra terminar o livro, mas apenas por um motivo: monotonia. A narrativa da Jane é apegada a detalhes, a diálogos não tão importantes e a parágrafos que se forem pulados não vão fazer diferença alguma no entendimento da história. Claro que eu teria que esperar isso, afinal, tudo foi escrito no ano de 1817. Apesar disso, eu consegui entender como funcionavam as coisas na Inglaterra, naquela época. A relação entre as famílias ricas, o que eles faziam para se divertir e os arranjos de casamento.
Nunca houve dois corações mais abertos, nem gostos mais semelhantes ou sentimentos mais em sintonia.
As cartas e alguns diálogos entre os mais de 10 personagens, foram de suma importância para o desencadear da história. Infelizmente, fique completamente perdida na maior parte da história por causa do excesso de pessoas que rodeavam a família de Anne, principalmente com a quantidade de capitães que entraram na trama tudo de uma vez. Talvez a doença da Austen tenha afetado um pouco a capacidade da autora de elaborar mais o romance e nos deixar menos confusos ou perdidos. Mas se tem uma coisa que não faltou foi ansiedade da parte da tão graciosa Anne.
Só a você tenho amado. Posso ter sido injusto, fui fraco e ressentido, mas nunca inconstante. Só por você vim a Bath. Só por você eu penso e faço planos.
Me senti, em algumas partes, lendo um livro infanto-juvenil. Não pela narrativa ou pelas situações, mas sim pela sensação que Anne me passou. Apesar de ser escrito na terceira pessoa, Jane conseguiu ir fundo nos sentimentos da protagonista, que muitas vezes tinha uma atitude que me fez lembrar minha adolescência. Sabe quando você ficar ansiosa pra ver aquele ser-humano que te faz sorrir, ou até mesmo quando a procura estar onde ele estar, só pra ter o prazer de poder ouvir a voz dessa pessoa? Pois é, Jane colocou Anne nessas situações, que inclusive, foi uma das partes mais agradáveis e menos densas de ler.
24 anos, formada em jornalismo que caiu nas graças das mídias sociais e se encontrou. Fã de Audrey Niffenegger, de livros românticos e séries de TV dos mais variados tipos. Mora em Olinda-PE com seus pais, duas irmãs, cinco cachorros e todos os seus livros.