Resenha: "The Vow"




Para Sempre acompanha Paige (Rachel McAdams) e Leo (Channing Tatum), um feliz casal recém-casado cujas vidas são transformadas por um acidente de carro que deixa Paige em coma. Ao acordar com uma perda de memória severa, Paige não se lembra de Leo, mas apenas da confusa relação com seus pais (Sam Neil e Jessica Lange) e do ex-noivo (Scott Speedman), por quem ela pensa sentir algo. Apesar dessas complicações, Leo luta para conquistar seu coração novamente e reconstruir seu casamento.

Lembro-me bem de quando "Para Sempre" chegou às livrarias e eu fiquei numa euforia incontida para ler. Mesmo antes de iniciar a leitura, já não recebi opiniões muito animadoras sobre a obra. Ainda assim, comecei a ler cheia de vontade, levando em consideração a belíssima história que seria retratada. Um caso de amor digno dos contos de fadas, mas real. Para minha decepção, apesar de relatar uma história realmente bonita, o livro não me agradou tanto, frustrando-me, por vezes, pela sua narrativa extremamente desinteressante e piegas.

Prometo que nunca vou esquecer que esse é um amor para toda a vida. E sempre sabendo na parte mais profunda da minha alma que não importa que desafios venham a nos separar, sempre encontraremos um caminho de volta para o outro.

The Vow foi lançado no Brasil na véspera do dia dos namorados deste ano, baseado no romance de Kim e Krickitt Carpenter. O casal norte-americano vive intensamente apaixonado, até sofrer um grave acidente de carro. Por consequência, Krickitt sofre um sério dano cerebral e perde suas memórias mais recentes, esquecendo-se, inclusive, de ter conhecido seu marido. Diante de tal dificuldade, Kim agora tem o desafio de reconquistar sua esposa.

Mas somente no que diz respeito ao acidente e às suas consequências que livro e filme se assemelham. Na produção cinematográfica dirigida por Michael Sucsy, os protagonistas deixam de ser aquele casal extremamente conservador e tornam-se mais flexíveis. Mudança ligada à questão temporal do filme, que se passa nos tempos atuais, enquanto os fatos do livro aconteceram em 1993. Assim, Leo e Paige não são tão ligados e seguidores das questões religiosas quanto Kim e Krickitt e passam a enfrentar conflitos diferentes.

Em vez de encararem mudanças diretamente ligadas às sequelas do acidente, o casal passa a enfrentar questões conjugais. O enredo do longa concentra-se muito mais nos conflitos vividos por Paige antes de seu primeiro encontro com Leo. Assim, a dor do marido esquecido fica em segundo plano, diferente do livro, já que a obra se trata de uma narrativa de primeira pessoa criada por Kim. Vêm à tona, então, os problemas já conhecidos nos romances cinematográficos: os problemas familiares, as crises existenciais, ex-namorados e traições.

Particularmente, o enredo do filme me atraiu muito mais que o do livro (além de que sou fã declarada da McAdams), o que me surpreendeu bastante. The Vow, no entanto, apresenta alguns buracos na historia. Os meios, os fins... às vezes fica aquela sensação incômoda de que, ainda que você tenha entendido, faltou alguma coisa. Ainda assim, o filme é emocionante  e foi bem sucedido financeiramente enquanto esteve em cartaz. Só nos Estados Unidos, faturou cerca de US$ 120 milhões. Eis uma boa programação pra um domingo chuvoso, quando a única coisa que passa na TV são aqueles programas de auditório de conteúdo duvidoso. No mais, deve ser um bom castigo pra namorado que escolhe filme que, se você aperta, escorre sangue. Por: Marina Padilha (@maripads)

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