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Top 5: Livros para começar a ler em inglês




Eu me lembro exatamente do momento em que decidi que teria que criar coragem e começar a ler livros em inglês. Livros de verdade, não aquelas versões reduzidas de Alice's Adventures in Wonderland ou Peter Pan que meus professores do curso de inglês passavam pra gente, para que fizéssemos uma apresentação ao final do semestre. Não! Eu queria a continuação das minhas séries preferidas, que tanto demoravam a chegar ao Brasil (felizmente, o mercado editorial vem se expandindo tanto a ponto de mal termos que esperar por uma continuação!), eu queria conhecer autores novos dos quais os vlogs literários estrangeiros que acompanho tanto falavam, e não ter que ficar enviando e-mails pras editoras pedindo para que eles logo publiquem.

Pois é, eu comecei errado e quase desanimo! O primeiro livro que li em inglês foi Crescendo, da Becca Fitzpatrick. Queria alguém para me dizer o que ler, e como ler (como a Babi Lorentz fez nesse post no blog dela). Fiquei bem angustiada, achando que todos os meus estudos foram em vão, pois lia de forma muito lenta e, a cada parágrafo, tinha alguma palavra que eu queria jogar no Google Tradutor - e vale salientar que nem todas as palavras tinham uma tradução muito clara. Por isso, eu resolvi vir aqui dar umas dicas dos livros em inglês que foram mais tranquilos nas minhas leituras, que seriam ótimos para quem está querendo começar agora.



Livro rápido, com personagens jovens e vários diálogos. Foi bom ler algo com parágrafos longos que me deixasse cansada com tanta divagação. O mistério é um fator que dificulta um pouco a leitura, pois os personagens estão constantemente buscando e recebendo novas informações, por isso, o livro da Sara é o quinto da minha lista.

Resenha: Tweet Heart - Elizabeth Rudnick


Conheci Tweet Heart por indicação da Milla do Gorgeous Girl, que até nos mandou uns marcadores por causa de uma promoção desse livro que fez no seu blog. Participei como louca, mas infelizmente, não ganhei. Hahaha.

Claire é uma #românticasemcura. Lottie está determinada a juntar sua melhor amiga com o Sr. Perfeito. Will quer que sua #paixãosecreta finalmente o note. Bennett é um homem com um plano.
Claire não consegue acreditar quando o cara dos seus sonhos passa a segui-la no Twitter. Ela achava que ele nunca a notaria, e de repente, ele parece entendê-la mais do que qualquer pessoa. Mas o universo do Twitter pode ser um lugar confuso, especialmente quando amigos agem diferente online do que são pessoalmente. As coisas podem ser mais complicadas quando Claire finalmente se dá conta que está se apaixonando por outra pessoa – a última pessoa que ela esperaria...

Skoob / Book Depository / Livraria Cultura

Li esse livro em pouquíssimo tempo. Como uma boa viciada em Twitter, senti que era praticamente uma leitura obrigatória. Depois de ler tantos livros da Meg Cabot escritos em e-mails, eu finalmente iria ler um livro onde o foco principal é a minha rede social preferida! Claro, eles ainda usavam blogs e e-mails, mas a maior parte dos acontecimentos é retratada através dos tweets e das mensagens diretas (DM)

Apesar de me empolgar com a forma diferente de narrativa, não estava tão segura de que seria algo fácil de acompanhar. No começo, não foi, mas ainda nas primeiras páginas, eu entendi o esquema de conversa deles, entendi, por exemplo, que os tweets em azul eram as DMs (ela não especifica que são DMs – deveria, não é? –, mas pelas conversas “particulares”, dá para deduzir). Além do mais, as fotos dos personagens facilitaram bastante, ao passar umas 10 páginas, nem sentimos mais que estamos lendo tweets, e realmente parece uma história de narrativa convencional.

Claro que o livro é muito mais direcionado para as pessoas que estejam acostumadas com a forma de se comunicar no Twitter, as replies, e as mentions. Nos meus primeiros dias no Twitter, fiquei completamente perdida nos “arrobas”, então há grandes chances de isso acontecer com quem não é acostumado com a rede social e for ler o livro.

Quanto a história, ela é apenas um clichê que vemos nos filmes adolescentes, não é um amor épico, não emociona, mas nos deixa torcendo por Will, querendo que ele conte logo toda a verdade, e que não afunde mais ainda no meio das mentiras que o mundo da internet permite, que às vezes parece um território sem lei, mesmo quando queremos fazer o bem a alguém que gostamos.

Tweet Heart deixa até uma mensagem sobre a nossa geração, que usa internet como meio principal de comunicação. Por vezes, os personagens estavam na mesma sala, mas ainda assim se comunicavam por tweets, ensinando que devemos ser o mesmo tanto na internet quanto pessoalmente.

Os personagens são muito engraçados, Claire, Will, Bennett e Lottie formam um “grupo” de amigos que vivem na internet, e no meio dos sarcasmos e das brincadeiras, gostam muitos uns dos outros, que fazem qualquer coisa para ver o outro bem, mesmo quando isso parece machucar a si mesmo.

Tweet Heart foi um dos livros mais adoráveis que já li, se alguém ler e não gostar, eu realmente não vou entender, porque eu amei, e deixou ainda aquela sensação de querer ler de novo. Infelizmente, ele não foi lançado no Brasil. :/ Só resta torcer para alguma boa editora pegá-lo e deixar com um design tão lindo quanto o original.

Geral: (5/5)
Narrativa: (5/5)
História: (3/5)
Facilidade de Leitura: (4/5)
Design: (5/5)
Revisão: (4/5)

 
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