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Promoção de férias: 6 livros, 1 ganhador



O que é melhor para fazer num dia chuvoso de inverno do que se encolher de baixo das cobertas com um livro bem gostoso? Pois seis blogs se juntaram para te ajudar nessa missão. Vamos dar os livros e você só precisa arrumar as cobertas e um delicioso chocolate quente!

Aproveite para aquecer as suas férias e mergulhar em leituras apaixonantes. São 6 livros e 1 ganhador!

Prêmios:

- Após a Tempestade (Babi Lorentz)
- Nada (Beletristas)
- O Oceano no Fim do Caminho (Books Journal)
- A Pousada Rose Harbor (Only The Strong Survive)
- Lições de Vida (Páginas Encantadas)
- Lola e o Garoto da Casa ao Lado (Tagarelando)


Regras:

1. Possuir endereço de entrega no Brasil;
2. Inscrever-se no formulário abaixo. As sete primeiras entradas são obrigatórias; depois de efetuadas, as chances extras são de preenchimento facultativo.

Formulário:


Observações:

- A promoção termina às 23h59 do dia 22/08 e o resultado será divulgado em até sete dias úteis;
- O vencedor terá 72 horas para responder ao e-mail enviado;
- Se o participante não preencher alguma das entradas obrigatórias será automaticamente excluído do sorteio;
- Cada blog será responsável pelo envio do livro, em um prazo de até 30 dias úteis após o sorteio;
- Qualquer dúvida, entre em contato.


Boa sorte a todos!

Tamanho 42 Não é Gorda, Meg Cabot






  • Título:Tamanho 42 Não é Gorda
  • Autor(a): Meg Cabot
  • Editora: Galera Record
  • Ano: 2006
  • Páginas: 411
Neste sucesso, Meg Cabot nos apresenta Heather Wells, uma cantora pop que chegou a um ponto nada desejado de sua carreira artística: o fundo do poço. Nenhuma gravadora se interessa por suas músicas, o pai está atrás das grades e a mãe fugiu para Buenos Aires com todo o seu dinheiro... Mas, quando Heather arruma um trabalho de inspetora em uma faculdade, tudo muda... ou, pelo menos, é o que parece.

Não acredito que demorei tanto para ler este livro. Desde que li Ela Foi Até o Fim, me encantei com Meg Cabot misturando aventura e Chick-Lit, mas eu não fazia ideia de que este livro também seria neste estilo. Tamanho 42 Não é Gorda conta a trajetória de Heather Wells, a personagem mais fofa e carismática que a autora já criou - depois de Melissa Fuller (O Garoto da Casa ao Lado), claro. Uma ex-popstar cuja carreira afundou, e agora trabalha em um alojamento (ou melhor, conjunto residencial estudantil!). Seu trabalho não poderia ser mais chato... se meninas não estivessem aparecendo mortas no poço do elevador do prédio. E pior! Heather parece ser a única pessoa que não acredita que essas mortes sejam acidentais. Mas será? Quem terá cometido crimes tão terríveis, e por quê?

Como a maioria das personagens criadas por Meg Cabot, Heather também é louca e desesperada por algo, ou alguém, fora de alcance. A personalidade de suas protagonistas é o que modela suas narrativas para as suas particularidades, mas é o modo como ela faz com que cada uma delas seja tão particular é o que difere seus livros uns dos outros. Pois é, acabou de Heather me encantou tanto que se tornou uma das minhas preferidas, com uma personalidade forte e determinada.

Aquela história de você julgar um livro pela capa vai deixar muita gente espantada com esse livro. Nem a capa, nem o título, e até a sinopse me prepararam para o que me esperava com Tamanho 42 não é Gorda. Quem iria esperar um mistério ao invés de um enredo sobre uma obcecada pelo peso, hein? Sem fugir completamente do gênero Chick-Lit, Meg conseguiu fazer um romance policial para iniciantes, devo dizer. Eu, que tenho pouca familiaridade com livros do tipo, não me senti em território estranho, deixando a gente completamente ciente de que tem um livro da própria Meg Cabot em mãos.

A autora sabe muito bem como descrever a mente da mulher moderna e seus dilemas. E não é que até seus mistérios seguiram esse padrão? Sabendo do mistério, não espere uma genialidade beirando a Agatha Christie. No enredo, nos deparamos com crimes nada perfeitos e pessoas bobas demais para perceberem o que está bem diante. Se dependesse dos espectadores, os livros acabariam na página 50, e as séries de TV não durariam uma temporada sequer, não é? Ajuda bastante a Heather não ser nada boba, e ser determinada o suficiente para seguir adiante com suas suspeitas mesmo que todos digam que tudo está apenas em sua cabeça.

Divertido, apaixonante e curioso. Tamanho 42 não é Gorda não deixou nem um pouco a desejar. A série tem cinco volumes, cujos três primeiros (Tamanho 44 Também não é Gorda e Tamanho não Importa) já foram publicados no Brasil, pela Editora Record. O quarto (Size 12 and Ready to Rock) já foi publicado nos Estados Unidos e o quinto (The Bride Wore Size 12) chega lá em setembro. Nenhum desses últimos têm data para publicação no Brasil.

Resenha: Fiquei Com o Seu Número - Sophie Kinsella



  • Título: Fiquei Com o Seu Número
  • Autor(a): Sophie Kinsella
  • Editora: Record
  • Ano: 2012
  • Páginas: 462
  • Cortesia da Editora Record
A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

Sou suspeita para falar dos livros de Sophie. Considero-a uma das maiores escritoras de chick-lit que rondam a literatura. Ainda não li nenhum livro dela que não fizesse com que eu não me identificasse com alguma de suas protagonistas. O que elas fazem, o que pensam, mesmo que sob muita trapalhada e bagunça, é bem real, e é isso o que eu mais gosto nele.

Poppy Wyatt está prestes a se casar com Magnus, que foi seu cliente na clínica de fisioterapia. Mas aconteceu uma coisa muito louca, em sua festa de despedida de solteira, Poppy acabou deixando que todas as suas amigas experimentassem seu anel de noivado (normal, né?). O que complicou tudo foi que o alarme de incêndio soou e todos entraram em pânico. Agora nossa protagonista está desolada, na porta do hotel, agarrada a seu telefone (cujo número ela entregou para todos os funcionários do hotel), esperando que as buscas se concluam. Mas o dia ainda pode piorar. O celular dela é roubado! E agora? Pois é, no meio do desespero, ela acaba achando um celular dentro da lata de lixo que, embora pareça um milagre, é apenas o celular empresarial de Sam Roxton, cuja secretária louca deve ter perdido durante a loucura do hotel.

O livro acaba tratando de tantas coisas que você quer ficar agarradinha a ele até que tudo se resolva! Primeiro, Poppy tem que esconder dos seus sogros (que parecem não gostar muito dela, já que todos nessa família parecem fissurados por escrever livros acadêmicos) que o caríssimo anel de família não está mais em seus dedos e ainda cuidar do celular de Sam, que recebe milhões de mensagens de hora em hora, e ela deve repassar todos para ele. Já tentou dividir sua caixa de entrada com alguém. Como é que uma coisa dessas se organizaria? Poppy e Sam deram um jeito, juntos.

Gosto do jeito como a narrativa se desenvolve, sem prometer um grande enredo, mas acaba por se tornar um. A autora nos promete uma história sobre um anel perdido, mas que se destrincha para algo gostoso de ler. Poppy Wyatt é engraçada, carismática e despretensiosa, você se apaixona de cara com ela. Cheia de peculiaridades, a personagem enche o livro de rodapés, alegando que ama ler coisas assim. Eles acabam sendo as coisas mais engraçadas do livro, algumas páginas são cheias de notas, atestando a loucura dela. Sophie Kinsella, definitivamente, é um gênio. Não têm por quê alguém não querer ler esse livro!

Resenha: As Listas de Casamento de Becky Bloom - Sophie Kinsella



  • Título: As Listas de Casamento de Becky Bloom
  • Autor(a): Sophie Kinsella
  • Editora: Record
  • Ano: 2004
  • Páginas: 444
Pela primeira vez a vida de Becky parece estar nos trilhos. Ela conseguiu um emprego de consutora de compras, no qual gasta o dinheiro de outras pessoas, e ainda é paga por isso. Mora num ótimo apartamento em Manhattan com Luke, o homem de sua vida, com quem abriu até mesmo conta conjunta! Então Lukea pede em casamento. E a confusão se instala na vida do casal. A mãe dela quer um casamento na Inglaterra. A sogra, uma festa de cinema em Nova York. Becky precisa escolher onde vai se casar, mas não consegue, perdida na preparação de listas de presentes, provas de vestidos e escolha de bufê. O tempo vai passando. E ela, de repente, percebe que está em grandes apuros. Como conciliar duas cerimônias no mesmo dia, na mesma hora e em dois continentes diferentes? Tudo bem, o noivo é o mesmo. Mas será que ele vai resistir a tamanha confusão? As listas de casamento de Becky Bloom é mais um romance muito divertido de Sophie Kinsella sobre uma mulher que não tem o menor controle sobre o seu cartão de crédito.

Pela primeira vez que li um dos livros sobre a consumista Becky Bloom, consegui sentir um amadurecimento da personagem. Enquanto os dois primeiro livros se tratavam de uma mulher com pouca capacidade de controlar seus impulsos, que termina se enrolando na própria corda, neste terceiro volume, vemos uma pessoa mais preocupada em não ferir os sentimentos alheios – ainda que com aqueles velhos olhinhos brilhando a cada luxuoso artefato que vê pela frente.

Luke Brandon finalmente – e inesperadamente – pediu Becky em casamento! Agora é hora de planejar, coisa que todos nós sabemos que nossa protagonista. Mas se um dia Rebecca Bloom não se meter em uma confusão, ela teria que mudar o próprio nome. De um lado, sua mãe está organizando seu casamento, na igreja da cidade onde nossa consumista cresceu, e cerimônia no quintal da casa da família Bloom, com direito a uma foto do casal na frente da árvore que a Sra. Bloom plantou quando Becky ainda era criança, especialmente para esse momento que finalmente chegou. Bem tradicional, e bem familiar. Parece perfeito. Tirando um detalhe aqui e outro ali, Becky está adorando. Bem, mas parece que a mãe de Luke também quer participar... com um casamento no Plaza, onde a alta sociedade de Nova York – onde Becky e Luke estão morando no momento – possa assistir e prestigiar. A questão é: quem Becky terá que magoar ao negar o casamento? Ela quer ter o casamento do ano no Hotel Plaza, ou quer se casar no conforto de sua casa, rodeada pelas pessoas que mais ama.

Para Becky, entretanto, quanto melhor ela pensar no problema, mais vai parecer que ele não existe! Nossa protagonista continua com aquele velha mania de varrer suas indecisões para baixo do tapete, na esperança de que eles saiam de lá só quando estiverem devidamente resolvido. Sendo assim, se passam dias, semanas, meses até que dois casamentos estejam planejados para acontecer em um só dia, e nenhuma das duas organizadoras faz ideia disso!

A série escrita por Sophie Kinsella conseguiu algo que achei que não fosse possível: ficar ainda mais divertida. A autora consegue a façanha de fazer com que apaixonemos por uma personagem cheia de defeitos. Ao mesmo tempo em que sentimos raiva do quanto Rebecca Bloom é inconsequente, sentimos compaixão e simpatia diante de tamanho carisma! Com uma escrita em terceira pessoa, acompanhamos as inseguranças e os afetos da personagem, além de se sentir como se fosse a personagem, e fica surpresa, encantada, triste e angustiada junto a ela. Ainda que muitas vezes nos sentimos um passo a frente, querendo avisá-la de que o que ela está prestes a fazer não é uma boa ideia.

Desde minha adolescência, li vários chick-lits. Meg Cabot, então, ocupa um lugar considerável em minha estante com seus livros do gênero. E, apesar de gostar da autora que acabei de citar, só quando li Sophie Kinsella me senti realmente admiradora do mesmo. Kinsella mostra que realmente sabe o que está fazendo!

A tradução do livro, por outro lado, deixou um pouco a desejar, assim como a revisão. Encontrei alguns erros de acentuação e pontuação, que também estiveram presentes nos dois primeiros livros. Não chega a atrapalhar a leitura, mas alguém mais atencioso às regras gramaticais vai percebê-los e, dependendo do quanto você valorize um bom trabalho editorial, vai se incomodar. Para mim, não conseguiu diminuir a qualidade do livro, mesmo que eu ache que um produto tão poderoso na educação como um livro não pode se dar ao luxo de cometer tais erros.


Geração Subzero: projeto de coletânea de autores queridos pelos leitores





Escritores criticados pela mídia, porém queridos por seus leitores, se juntam numa coletânea lançada pela Editora Record, e organizada pelo jornalista e escritor Felipe Pena. “As coletâneas costumam ser pretensiosas e elitistas. A revista Granta, por exemplo, teve a pretensão de apresentar os vinte melhores autores brasileiros com menos de quarenta anos. Mas que critérios definem os melhores? E quem define esses critérios? Figurinhas carimbadas pela “mídia especializada” e referendadas pelas panelas literárias levam vantagem nessa escolha?”, escreve o organizador na orelha do livro. Seu lançamento será no dia 11, na Fundação Biblioteca Nacional, onde se farão presentes os autores do livro, os meninos da ONG "Ler é dez, leia favela" do Complexo de favelas do Alemão e o presidente da organização, Galeno Amorim para celebrar a decisão dos autores sobre o dinheiro que for arrecadado na compra do livro, ser revertido para a ONG. A cerimônia que começar às 18h30 também reserva um espaço para que os autores façam uma sessão de autógrafos. No dia 17, os autores também farão uma sessão de autógrafos, em São Paulo.

O projeto conta com a participação de diversos autores, como Thalita Recouças, autora de 13 livros, André Vianco, escritor de 16 livros, Eduardo Spohr, escritor do fenômeno literário “A Batalha do Apocalipse” e “Filhos do Éden”, Raphael Draccon, autor da trilogia “Dragões de Éter” e Carolina Munhóz, autora do livro “A Fada” e “O Inverno das Fadas.” Além de Ana Cristina Rodrigues, Juva Batella, Estevão Ribeiro, Pedro Drummond, Luiz Bras, Luis Eduardo Matta, Eric Novello, Sérgio Pereira Couto, Delfin, Julio Rocha, Helena Gomes, Vera Carvalho Assumpção, Martha Argel, Janda Montenegro e Cirilo S. Lemos. Autores que se comprometeram a fazer da coletânea algo pop, descontraído e mágico, abordando assuntos do interesse de seus leitores.

Resenha: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - Sophie Kinsella


Oi, gente!
Primeiramente, mil perdões pelo atraso na resenha. Ontem meu dia foi mais do que corrido, quando eu achei que seria o mais tranquilo da semana! Espero que, mesmo atrasada, vocês gostem da resenha. :)



  • Título: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
  • Autor(a): Sophie Kinsella
  • Editora: Record
  • Ano: 2005
  • Páginas: 425

Rebecca Bloom é uma garota londrina com um péssimo hábito. É uma consumidora compulsiva. Apesar de ser uma jornalista especializada em mercado financeiro, não consegue controlar as próprias finanças. Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. E ainda encontra tempo para se apaixonar. Um romance muito divertido que faz um retrato de quase todas as mulheres que conhecemos.

A série de Becky Bloom é meio antiguinha, eu sei. Faz anos desde que me indicaram a série, e eu sempre fui louca para ler. Acho que nunca ouvi ninguém falando um “ai” negativo sobre a Sophie Kinsella ou algum de seus livros. Queria ver isso com meus próprios olhos. Depois de ler esse livro, percebi que tive pouco contato com a literatura chick-lit com os livros que eu já tinha lido. Ok, li muitos da Meg Cabot (que adoro), mas a sensação que tive depois de conhecer Becky Bloom foi única, como conhecer o gênero literário pela primeira vez.

Fiquei com certo medo de que o livro fosse igual ao filme, que eu já tinha assistido há um bom tempo, mas fiquei aliviada pela história não ser nada parecida. Foi como ler uma história diferente sobre os mesmos personagens. Para começo de conversa, enquanto o filme é em Nova York, o livro se passa em Londres, diferentemente do que dá a entender pela capa (meu livro tem a capa do filme sim, mimimi). Algumas cenas foram familiares para mim, pois foram reaproveitadas nos filmes, mas todo o resto era completamente novo. Foram novos personagens, novas situações, novas cenas, cenas que eu já conhecia do filme, mas que tomaram rumos diferentes, me deixando boquiaberta (de verdade, fiquei boquiaberta).

A primeira impressão que tive do livro é que a autora não faz cerimônias para demonstrar os defeitos da sua personagem. Becky é uma mulher impulsiva, irresponsável e orgulhosa. Talvez seja pelos defeitos que esse tipo de personagem nos atrai, pois é com eles que nos identificamos. Eu vi um pouco de mim em algumas coisas do que ela fazia, enquanto em outros momentos eu só fazia revirar os olhos, porque aquele tipo de coisa eu definitivamente não faria! Mas o melhor de tudo foi o fato de que a Becky é uma jornalista, e a autora conseguiu retratar tão bem o dia-a-dia desse meio, que eu fiquei ainda mais deslumbrada com o livro, pelo fato de eu ser uma estudante de jornalismo.

Quando você lê o título “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” para para pensar: Ok, é um livro sobre uma pessoa que compra muito. Mas ele não dá o tamanho das proporções que têm esse vício dentro dela. Comprar para Becky é tão natural e impulsivo. Talvez seja um vício tão grande quanto a de um usuário de drogas, só que ao invés de atacar sua saúde, a grande vítima é seu bolso (ou sua conta bancária). Quando a situação foge dos controles, observamos Becky tentar se recuperar, fugir do vermelho, mas ela acaba se afogando mais ainda. O impressionante é que cada vez que a personagem está comprando, consegue se convencer de que realmente precisa daquilo, de que está fazendo a coisa certa!

Além de Becky, conhecemos mais alguns personagens, que nos conquistam mesmo quando a autora faz de tudo para que antipatizemos com ele! Como Luke Brandon, um empresário no mundo das finanças que talvez seja arrogante, talvez seja meio fechado, mas consegue provocar uma oscilação de humor na nossa personagem principal (e talvez em nós também!). Sophie Kinsella fez um ótimo trabalho na construção de seus personagens, devo dizer. Não só esses dois, mas como todos os outros, como Suze, amiga e colega de quarto de Becky, os pais de Becky, os vizinhos dos pais dela... Todos eles são únicos! A autora constrói uma personalidade para cada um e não foge dela com o passar dos acontecimentos. Ninguém gosta de um livro que muda de uma hora para outra e deixa a gente sem saber como aquilo foi acontecer, né? Sophie foi fiel ao seu leitor.

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é apenas o primeiro de uma série de 6 livros. Becky ainda tem muito caminho pela frente para vencer seu vício e encontrar dentro dela o que é mais importante. Pretendo ler o próximo volume o quanto antes! Assim como outros livros da autora, que parecem ser tão bons quanto. Super indico!


Geral: (5/5)
Narrativa: (5/5)
História: (5/5)
Facilidade de Leitura: (5/5)
Design: (4/5)
Revisão: (4/5)

 
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